O que é o Xaxim?

O xaxim (Dicksonia sellowiana) é uma samambaia arborescente endêmica da Mata Atlântica, conhecida por sua beleza exuberante e importância ecológica. Durante décadas, foi amplamente utilizada na jardinagem, especialmente para o cultivo de orquídeas e plantas epífitas.

Esta espécie única pode chegar a 10 metros de altura e viver por centenas de anos. Seu tronco fibroso, formado por raízes adventícias entrelaçadas, possui características ideais para jardinagem: excelente retenção de umidade, boa aeração e pH ligeiramente ácido.

Situação Crítica

A exploração comercial descontrolada do xaxim levou a espécie Dicksonia sellowiana ao status de ameaçada de extinção. A extração para jardinagem comercial removeu milhares de exemplares centenários da Mata Atlântica, comprometendo gravemente as populações naturais.

O Crescimento Lento do Xaxim

Uma das principais razões para a vulnerabilidade do xaxim é seu crescimento extremamente lento. Compreender esse processo é fundamental para entender a dimensão do problema ambiental.

1º ano

Germinação

Esporos germinam em condições muito específicas de umidade e temperatura na Mata Atlântica.

5-8cm

Crescimento Anual

Taxa de crescimento extremamente baixa: apenas 5-8 centímetros por ano em altura.

50+

Maturidade

Só atinge maturidade reprodutiva após 50-80 anos, quando pode produzir esporos viáveis.

200+

Exemplares Comerciais

Xaxins grandes utilizados comercialmente geralmente têm 200+ anos de idade.

Impacto da Extração

Quando um xaxim centenário é extraído para uso comercial, perdemos não apenas décadas ou séculos de crescimento, mas também um importante elemento do ecossistema da Mata Atlântica que serve de habitat para diversas outras espécies.

Xaxim vs. Fibra de Coco

A COQUIM é pioneira no desenvolvimento de produtos de fibra de coco que oferecem características similares ao xaxim, mas com vantagens significativas para o meio ambiente e para o jardim.

Característica Xaxim (Dicksonia sellowiana) Fibra de Coco COQUIM
Impacto Ambiental Extração predatória, espécie ameaçada 100% sustentável, subproduto renovável
Tempo de Renovação 200+ anos para crescimento completo Renovável anualmente
pH Ligeiramente ácido Neutro na fibra; 5,5–6,1 no pó de coco
Absorção de água (24h) Cerca de 680% do próprio peso Até 1.000% no pó de coco
Retenção de Água Excelente Excelente
Aeração Muito boa Muito boa
Propriedades Antifúngicas Naturais Naturais
Disponibilidade Escassa e restrita Abundante e contínua
Custo Alto e crescente Acessível e estável
Durabilidade Longa duração Longa duração
Biodegradabilidade 100% biodegradável 100% biodegradável

A Solução COQUIM

Em 1996, a Ouro Fértil lançou o Coquim: o primeiro vaso brasileiro feito apenas de fibra da casca do coco aglomerada com látex natural, sem produto químico nem aditivo artificial. Não era um substituto aproximado — era melhor em quase tudo que importa ao jardineiro, e vinha de um resíduo que o país jogava fora aos milhões.

O que o IBAMA disse

Em 11 de julho de 1997, logo após o 1º Workshop sobre a Conservação da Dicksonia sellowiana, realizado em Urubici (SC), o IBAMA escreveu à empresa: os vasos de fibra de coco por ela fabricados “podem ser uma das alternativas que virão contribuir sensivelmente para minimizar a prática de extração do xaxim da natureza e, em última instância, ajudar na conservação da espécie”. O instituto convidou a COQUIM a ser parceira na campanha nacional pela conservação do xaxim — e reafirmou a parceria por escrito em dezembro de 1999.

O reconhecimento não veio só do poder público. Entre 1997 e 1999, a EMBRAPA/Cenargen, a SPVS, a SOS Terra, a EMATER-MG, a CEPLAC, a CATI e a Universidade de Passo Fundo procuraram a empresa para estudar ou endossar o produto. A pesquisa da UPF com orquídeas Laelia purpurata mostrou que o Coquim promoveu maior crescimento da planta do que o porongo e o vaso plástico. Em 2000, o World Resources Institute escolheu a empresa entre as oito finalistas do 1º Concurso de Negócios Ambientais da América Latina.

Cada Coquim vendido é um tronco de samambaia gigante que continuou de pé na Mata Atlântica. Trinta anos depois, o pedido impresso nas primeiras etiquetas segue valendo: use um Coquim, salve o xaxim e preserve a natureza.

Fontes: correspondência IBAMA/DIFAS de 11/07/1997 e 22/12/1999; carta da SPVS de 14/07/1997; carta da Agência Ambiental SOS Terra de 18/06/1997; pesquisa de S. Tramontina, Instituto de Ciências Biológicas da UPF; carta do World Resources Institute de março de 2000. Os documentos podem ser consultados no acervo da empresa.